Aos doze anos eu conheci o prazer... O prazer de sentir dor, o prazer de ver sangue escorrendo pelo meu braço. Aquele prazer terminavel de me cortar e ver o meu braço cheio de cicatrizes. Aos treze descobri que não tinha nenhum amigo, pois eu estava cada vez pior e a cada ataque que eu tinha era um amigo a menos na minha lista. Aos quatorze tentei resolver esse problema de falta de amigo. Resolvi! Porem os amigos que eu arrumei não eram os melhores para se arrumar. Eles me induziram a fazer coisas errada. Agora não sentia só a dor de me cortar e a falta de amigo, mas também a dor de apanhar todas as noites na rua. Minha mãe tinha me expulsado de casa, achando que seria melhor para mim, depois de descobrir que eu estava roubando a casa dos meus vizinhos. Fui então morar nas ruas e esses mesmos amigos que falaram para eu roubar, falaram para eu experimentar Drogas. Eles disseram: “só experimenta, isso é difícil de viciar!” e eu cai na ladainha deles. Mal experimentei e já queria mais, em uma semana me vi dependente das drogas. Minha mãe que estava com pena de mim (ela ainda não sabia que eu estava nas drogas, mas desconfiava), passou a me dar dinheiro, além de permitir que eu voltasse para casa. O dinheiro que ela me dava era sempre pouco. Um dia meu dinheiro tinha acabado e eu estava com a louca vontade de saciar meu vicio. Tomei coragem e quando minha mãe não estava vendo roubei todo o dinheiro que estava na bolsa dela. Minha mãe desconfiada perguntou se eu tinha pegado o dinheiro dela, eu neguei e nós começamos uma interminável briga. A briga só acabou com a minha internação em um centro de reabilitação. Eu Jessica Lee aos quinze anos já estava internada em um centro de recuperação. Depois de duas semanas lá eu já estava em um estado critico. Tinha tentado me matar três vezes e matar minhas colegas de quarto, duas vezes cada uma. Eles me colocaram então em um quarto sozinha. Ali tentei me matar mais duas vezes. Desde que fui internada um homem com mais ou menos 28 anos me olhava com um olhar estranho, pensei que era pena, mas agora eu sei que era desejo. Três semanas sem tentar me matar e acontece algo que acabaria com a minha vida. Ele me estrupou!(o cara do instituto) Eu gritava e parecia que ninguém me escutava, pedia socorro, ajuda, mas era tudo inútil. Depois de ele terminar o serviço e ir embora, eu me deitei no chão e comecei a chorar. Ninguém disse nada para minha mãe é claro. Alguns meses após aquilo tudo, passo a sentir a cada dia minha barriga crescer um pouco mais. Descubro que estou grávida. No começo odiava aquela criança, porem com o tempo aprendi a amá-la. Essa criança passou a ser a minha Razão para Viver.
Por bom comportamento fui levada novamente para um quarto com mais duas garotas. Lá encontrei uma amiga. Conversávamos o dia inteiro e em uma de nossa conversa ela disse que as garotas grávidas ali eram tratadas com brutalidade: elas apanhavam até o aborto natural da criança. Depois que fiquei sabendo disso queria sair daquele lugar o mais rápido possível. Alice e Jane me ajudaram a escapar, tudo parecia tão fácil, mas não era bem assim. Sai de lá, foi tudo as mil maravilhas, fui para casa da minha mãe, e contei tudo para ela, ela disse que iria processar tanto o instituto quando o homem que me tinha estrupado. Implorei que ela não fizesse, pois a criança, quando soubesse, ficaria traumatizada. Ela não fez. Uma semana na pura paz até que o instituto sente a minha falta e vão me buscar. Por três vezes eles me pegaram porem nas duas ultimas minha mãe tinha conseguido me tirar de lá. Na terceira vez tive que passar uma noite no instituto e nessa noite eu fui mais uma vez estrupada e novamente ninguém ouviu meus pedidos de socorro. No outro dia de manha contei tudo para minha mãe, ela como da primeira vez achou aquilo tudo um absurdo e quase bateu no homem que me tinha estrupado. Depois ela pensou melhor e não fez porem ela abriu um processo contra ele e o instituto. Depois de um ano de espera e investigação o processo vai para as mãos da juíza. Todas as provas apontavam para o culpado.
Enfim a justiça foi realmente justa e eu ganhei o processo e ele ganhou alguns anos, que não eram poucos, na cadeia. Amanda (minha filhinha), minha mãe e eu vivemos depois daquele dia na pura paz de Deus. Eu nunca mais fiz nada de errado nem tentei me matar, pois agora eu tenho uma razão para viver que é a Amanda e a minha mãe.
Eu já encontrei a minha Razão Para Viver... Encontre a sua...
Roany Elias

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