Aquele fora um dia muito feliz, mas havia acabado. Ela deita
em sua cama e se cobre. Há muito tempo seu cobertor não a esquenta do frio da
solidão. Semana passada ela tinha completado 24 anos, mas parecia ter 60. Em um
sonho profundo ela se encontrava agora. Um sonho estranho e peculiar. Solitária
como sempre ela se encontrava em um lugar escuro e sombrio, não podia ver nada.
Alguns segundos depois ela é surpreendida por uma luz que focava uma frase: “O
fim esta Próximo” mais uma luz e outra frase:” na natureza nada se perde, nada
se cria, tudo se transforma” . O que aquelas duas frases significavam ela ainda
não sabia e nem teve tempo de pensar, por que num piscar de olhos ela agora
estava em uma rua onde havia casas de todos os tipos, dês das mais luxuosas até
as mais miseráveis. Julia começa a andar por aquela rua e de longe vê alguns
homens andando como homens da caverna. Eles pareciam brigar por algo. Ao se
aproximar Julia percebe que eles brigavam por um pedaço de maça podre.
Julia continua andando e vê um autdoor que fazia propagando
de água mineral. Ela se assusta com o preço da água anunciado no autdoor, que
se lembrava, aquele era o preço de uma Ferrari. Encabulada com o que vê ela
continua andando e ouve a conversa de uma garota com um garoto:
_ há eu terei mesmo! O que eu ia ganhar com aquela
coisinha?_ voz feminina
_ Mas era seu filho, nosso filho!_ voz masculina
_ não é mais!_ voz feminina
Incrédula com o que ouve, Julia continua andando e avista um
hospital, na frente daquele local se encontravam vários enfermos, que mais
pareciam zumbis. Não parava de chegar ambulâncias naquele local inadequado para
cuidar das pessoas necessitadas. Logo a frente do hospital havia uma escola,
crianças esqueléticas estudavam ao ar livre. Homens mendigavam a beira da rua,
mulheres e crianças gritavam por água e comida. E no meio do caos, caminhavam
tranquilamente homens e mulheres muito bem vestidos que pareciam não ouvir o
apelo daqueles que necessitavam. Logo no fim da rua um exercito de soldados
caminhavam formando uma barreira e atirando em todas as pessoas que não eram da
alta sociedade. O lema deles era: o País só será um país desenvolvido se
exterminarmos todos os pobres!
Julia com medo de ser atingida por uma bala perdida, sai
correndo, tropeça e cai no chão. Ao se levantar percebe que estava agora em uma
estrada deserta, a vegetação de lá era Xerófila. Julia caminha por aquela
estrada, o calor estava insuportável e pelo estado do solo, ele não via água a
um bom tempo. Longe Julia avista uma mulher, que carregava na cabeça um balde
que continha algo que Julia ainda não sabia o que era. Na cintura, a mulher
carregava uma garrafa que continha um liquido marrom. Julia se aproxima e
percebe que a mulher cantava uma canção muito antiga de uma cantora que ela não
sabia o nome. Da boca da Negra saia sua voz desafinada que com muita
dificuldade pronunciava as seguintes palavras:
“pode adorar e exaltar ao Rei dos Reis,
Por que hoje ela trás a você
Trás a cura, trás avivamento
Trás a solução.”
Ao ouvir a voz da mulher notava-se que ela saia arranhada de
dor. Julia chega até a mulher, que para de cantar, e pergunta:
_ onde estamos?
_ estamos onde o homem colocou o seu dedo! _ responde a
mulher muito seria.
_ pra onde a senhora esta indo?
_ eu estou indo levar água e alimento aos meus filhos!
Lagrimas escorrem pelo rosto da mãe negra. Seus olhos
castanhos escuro demonstravam a maior sinceridade e bondade que Julia já vira
na vida
_posso acompanhá-la?_ pergunta Julia.
A mulher apenas fez um sinal com a cabeça informando que
sim. As duas então seguem viagem, por aquela estrada que nem mosca passava.
Apor alguns minutos andando as duas chegam a seu destino. A casa da jovem negra
era de madeira, chão de areia e teto de palha... A primeira visão que Julia tem
assim que entra na casa é a de duas crianças sentadas no chão comendo areia e,
mais uma criança, maior um pouco que as que estavam sentadas no chão, deitada
em um sofá de barro. Todas as três crianças estavam em um estado deplorável,
seus corpos eram esqueléticos e nenhuma delas tinha cabelo. A pequena e frágil
criança que estava deitada no sofá parecia não respirar, mas Julia achou melhor
pensar que ela estava apenas dormindo. A negra, mãe das crianças, surpreende
Julia se jogando de joelhos no chão e dizendo:
“Senhor, o Senhor nos deu tudo perfeito e nós destruímos
tudo por pura ganância!
Perdoe-nos Senhor, pela nossa imperfeição!”
Julia sai daquela casa assustada e se vê em um cemitério,
uma fila de mulheres, chorando, a beira das covas, era o que se encontrava
agora a sua frente. Todas as mulheres ao mesmo tempo se viram e olham Julia e,
uma trás da outra, gritam:
“Por favor, meu filho!”
Julia começa a correr para o portão daquele lugar horrível,
quando chega, vê a sua frente um buraco enorme pra onde é emburrada por algo ou
alguém que não vê. A sensação de estar caindo era horrível, mas felizmente
Julia acorda tudo parecia tão real em seu sonho que a fez questionar em seu
pensamento:
Sonho ou Premonição?
Roany Elias

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